sexta-feira, 22 de maio de 2015
O fim, do fim.
Amigos leitores, nos últimos dias recebi algumas mensagens que indagaram o fim do Meu coração na caneta. Embora não tenha respondido muitas delas, li cada uma e agradeço por todas as palavras .
Como no trecho da musica de J.Quest: " Tudo que nós temos a viver é muito mais do que sonhamos."
Vivi isso, na realidade.
Quando passamos longos períodos com a mente cansada, qualquer golpe é fatal. Pensei em desistir e desisti, por um breve momento, mas logo desisti disso também...
Devemos seguir, pois só assim chegaremos em algum lugar.
O blog não chegará ao fim, apenas terá uma pausa para que a mente possa descansar e os ombros se tornem ainda mais fortes!
Voltarei em breve, prometo... E
Joimoticon
Jo
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Fim
Mas, nada é eterno. E com o Meu coração na caneta não seria diferente.
Foram dois anos e onze meses,noventa e seis crônicas, um livro e, agora, uma unica palavra para resumir tudo: Gratidão.
Foram momentos lindos, emocionantes e que ficarão para sempre em minha memória.
Contudo, algumas coisas precisam terminar para que outras comecem.
É preciso seguir.
O blog permanecera disponível para acesso na web e a fã page no Facebook continuara com suas atividades.
Espero que tenha conseguido êxito na minha missão de levar a você uma mensagem que possa ser como uma luz ou um mantra e mais uma vez obrigado pelo carinho de todos aqueles que me acompanharam.
E é isso! <3
Atenciosamente,
Joilson Brandão
Para casa
É estranho, estar rodeado por pessoas e mesmo assim se sentir só.
A vida está cheia de juízes e pergunto-me se realmente precisamos deles...
Estava ali, há muito tempo, mas não me sentia em casa.
É estranho, nascer em um lugar, mas não considera-lo o seu lugar.
As pessoas estão dispostas, o tempo todo, para serem juízes...
Outras, percorrem longas distancias para se sentirem parte de algo maior. Outras, são julgadas impiedosamente..
Os nossos olhos carregam os sonhos, que são protegidos pelas barreiras criadas por nossos ouvidos a fim de manter intacta a coragem do nosso pensamento, das palavras mal proferidas.
Pergunto-me se realmente precisamos de juízes. Pergunto-me se realmente precisamos ouvir algumas coisas, o se algumas coisas precisavam realmente ser ditas....
Não. Acredito que as palavras que te limitam e tiram sua força são completamente descartáveis.
As paredes que me rodeiam me mantém a milhas de casa, desde que eu nasci.
Percorremos grandes distancias, carregando nos olhos o que os ouvidos tentam defender e o pensamento luta para manter vivo.
A escuridão que me envolve, as vezes, faz com que a harmonia e o conforto de um lar pareça uma utopia.
A escuridão nos cega, mas ela é fundamental para que possamos reconhecer a luz.
Mas eu tenho a certeza de qual caminho trilhar, no fim, nunca estamos sozinhos.
Além do horizonte, vem a luz que atinge os meus olhos e assim,
Seguirei para casa.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Vê-lo novamente
Os dias tem sido longos, posso até jurar que alguns deles ultrapassam as 24 horas.Caramba, eu estou realmente cansado.
O tempo virou um inimigo e eu passei a ter apenas uma única chance.
O lance dos jogos não existem mais, sabe? Ter mais uma vida, ou um continue.
Temos apenas uma chance. Na saúde, na doença, no sucesso, ou fracasso...
Ou será que temos mais de uma chance? E o fato das coisas não saírem como o planejado simplesmente nos cegam?
Caramba, eu estou realmente cansado.
O tempo virou um inimigo...
Olho no espelho, na esperança de encontrar aquele que não equilibrava em seu punho um relógio.
Uma volta no ponteiro é responsável por mudar tudo rapidamente.
Tudo é rápido demais.
E enquanto corremos, muitas coisas se perdem pelo caminho.
É o preço que se paga por seguir em frente, algo sempre acaba ficando para trás.
Tudo é medido pelos ponteiros. E medimos o tempo, quando este se mostra pouco.
Os dias tem sido longos e mesmo parecendo durar mais do que o habitual, eles ainda são curtos para a infinidade de coisas que temos a fazer.
Caramba, eu estou realmente cansado e desacreditado...
Nem sempre foi assim.
Acontece, que cada perca leva embora um pedaço da nossa esperança e abala a nossa fé.
Lutamos contra o tempo, todos os dias, na esperança de conseguir o que sonhamos, antes que o tempo acabe.
Mas, nem sempre foi assim.
Existia um garoto, que sonhava com inúmeras coisas e que parecia não temer o tempo.
Esse garoto viveu dias fantásticos, mas ele sabia que aquilo não iria durar para sempre e logo ele teve que mudar, ver as coisas de uma forma diferente.
Chega um dia em que caímos nas armadilhas do tempo e tudo passa a ser corrido.
Passamos a carregar em nossos punhos as algemas das horas, ou, como se convêm chamar: o relógio.
Alguns dizem que isso é amadurecer, outros que é crescer...
Alguns nem dizem, o tempo os calou.
Caramba, eu estou realmente cansado.
Onde tinha ido parar aquele garoto cheio de vida e esperança?
Lembro-me da carta que ele escreveu, prometendo encontra-me em um lugar melhor.
Caramba, quem diria, que mesmo com o cansaço chegaria até aqui.
É muito importante olhar para trás, medir as distancia da partida e a chegada e notar onde você esta.
As vezes falta muito pouco...
Foram muitas coisas, sim, e, caramba, eu estou realmente cansado.
Mas é esse o preço pago quando se decide ser o senhor do próprio destino, automaticamente você é transformado em um guerreiro e um guerreiro vive de batalhas.
Sim, eu estou realmente cansado, caramba! Queria muito encontrar aquele garoto, por isso paro em frente ao espelho, permitindo que o cansaço passe, juntamente com o tempo, na esperança de vê-lo novamente.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Saudade
O tempo é infinito, até que se acabe.
A sedutora dança dos ponteiros sempre nos engana. E leve
Leva toda a nossa percepção.
Quem parte, não perde tempo
Mas feri ao menos um coração
Quem fica vê o tempo passar, enquanto passa o tempo.
Ou seria o reverso?
Estaria o tempo perdido no universo
Preso apenas em um verso
Feito por um escritor disperso?
O amor interrompeu
E o verbo agora desapareceu
Dando lugar ao aguarde.
O tempo espera
Se já não for tarde...
Mas não devemos esperar o tempo.
Partiu, marcando assim o fim
No infinito.
Saudade.
sábado, 2 de maio de 2015
O Sepultador de Sonhos, o Iluminado e você
Hoje sei, pessoas como ele são fundamentais para o equilíbrio das coisas. Precisamos de alguém que nos diga que é possível, que nos mostre as oportunidades em meio as problemas, que sejam como luz em momentos obscuros, que façam as coisas parecerem fáceis, mesmo elas não sendo.
A verdade, é que as coisas não são fáceis para ninguém, contudo temos a mania de adotar o maior peso para o nosso fardo.
Me vislumbrei ao me deparar com a imagem do Iluminado. Para ele tudo era fácil de se lidar, as coisas pareciam dar sempre certo e em suas palavras sempre existiam algo que me remetia a esperança.
Aquilo me incomodou, pois para o Iluminado tudo era fácil demais e nem todos possuem aquela luz. Nem todos passam pelo o que eu passo.
O Iluminado tinha uma luz que incomodava até mesmo o Sepultador de Sonhos, que sempre estava ali para me fazer acreditar que as coisas não dariam certo, que tudo é muito difícil e o que eu almejo na verdade é uma utopia.
Seria eu, o próprio por sepultar o meus sonhos jogando a culpa em alguém, ou algo criado por mim? - O encontro com O Iluminado me fez refletir.
Pensando bem, seria ele uma pessoa desprovida de dificuldades, problemas e momentos de fraqueza. Ou tudo aquilo era contornado com a maneira com que ele lidava com as coisas?
O Sepultador de Sonhos não soube me responder, o fato é que a existência do Iluminado prova que, embora seja difícil, o impossível é possível. Desde que estejamos disposto a mudar de opinião...
sábado, 18 de abril de 2015
Onde o tempo não passa...
Estou bem alto agora e posso ver todo o tempo que passou.
Enfim, o fim chegou.
Daqui posso ver a beleza que só encontrava em seus olhos, a paz que encontrava em seus braços e a ternura trazida por suas palavras.
Os homens perdem muito tempo, daqui do alto, da pra ver...
A dança dos ponteiros é suave, discreta e implacável.
Daqui do alto da para ver que nos digladiamos sem nenhuma razão e por razões sem nenhum por quê.
Daqui do alto, onde o tempo não passa muitas coisas não fazem sentido. E muitas coisas que não fazem sentido ai embaixo, são completamente compreensíveis aqui.
Como o amor, ou como a beleza que só encontrava em seus olhos.
Será que o tempo é o grande vilão responsável pela nossa cegueira? Ou seria a nossa cegueira responsável por culpar o tempo de todos os infortúnios?
Estou aqui, tão alto, e mesmo assim o tempo passa pelo meu olhar...
Agora estou aqui, flutuando tão alto, mas não o bastante para não conseguir ouvir aqueles que ainda estão lá embaixo.
Agora estou aqui, flutuando muito alto, trazido pelo tempo, para lembrar aos demais que o tempo não espera...
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